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Missionários no ambiente digital: Em nome de quem?

Aparecida; São Paulo: Editora Santuário; Paulinas (2024), 136 pp.

ISBN 978-65-5527-431-8 (Editora Santuário), 978-65-5808-287-3 (Paulinas)

"Nos primeiros capítulos, o autor desenvolve de forma clara a “genealogia” da missão da Igreja, que tem sua fonte no coração da Trindade, Amor que é comunicação permanente com toda a sua criação. Atinge seu ápice na pessoa de Jesus Cristo, o missionário do Pai, e chega até nós por meio da fé comunicada geração após geração, repousando em nós a responsabilidade de dar continuidade a essa missão. E, para essa continuidade, o livro nos apresenta duas chaves importantes para o “como” e o “onde” ser missionários: a sinodalidade e o mundo digital. O capítulo quatro, “A missão da Igreja em tempos de ‘Reforma digital’”, é central para compreender a relevância do tema e o conteúdo deste livro. Proponho uma leitura pausada deste capítulo, para poder perceber e acolher com discernimento as implicações que a revolução digital traz para a vida e a missão da Igreja de hoje.
Dando continuidade a nossa leitura, surpreende-nos o “Sínodo digital” e as mudanças de compreensão que ele mesmo traz: “A originalidade da proposta de realizar o Sínodo nos ‘ambientes digitais’ não está no uso de instrumentos digitais, mas na valorização dos espaços digitais como ‘locus’ habitados por pessoas de forma natural e adequada, olhando para sua realidade a partir da sua própria cultura... Não basta utilizar a rede, ela deve ser compreendida, deve ser habitada, com sua linguagem e sua dinâmica”. Quando o Ressuscitado envia seus discípulos e discípulas para serem seus missionários até os confins da terra (At 1,8), podemos incluir dentro desses confins o continente digital. Por isso é muito válido falar de missionários digitais! Sem dúvida, essa missão representa também um desafio na espiritualidade, na teologia, na formação e na organização eclesial, como o próprio autor cita: “A missão nos ambientes digitais é considerada uma nova ‘fronteira’ que exige da Igreja uma abordagem inovadora e integral, harmonizando a tradição eclesial com suas diversas ‘traduções’ nas linguagens e nos meios contemporâneos”. Os últimos capítulos oferecem luzes para trilhar esses novos caminhos missionários, assim como alerta profeticamente para a existência de falsos pastores ou falsos missionários digitais, que propagam uma fé desencarnada, individualista e descontextualizada da realidade em que vivemos, em dissonância com o pensamento e as práticas do Papa Francisco." (Prefácio de M. Cristina Giani Sala, MCR, paginas 14-15)
1 Uma Igreja sinodal digital? Introduzindo a reflexão, 17
2 A missão da Igreja: comunicar a Boa Nova, 23
3 Ambientes digitais: reconhecendo o território, 39
4 A missão da Igreja em tempos de “Reforma digital”, 53
5 A missão nos ambientes digitais, 65
6 A missão cristã no ambiente digital como anti-influência digital, 97
7 O método Emaús, 107
8 Para continuar o caminho, 123